quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A história da árvore Argan

A árvore Argan (Argania Spinosa) é uma árvore indígena do sul de Marrocos, crescendo na região que vai de Safi no norte até à ponta do Sara, no sul.
A zona principal estende-se do sudeste Essaouira até à planície de Souss. A floresta de argans cobre cerca de 800,000 hectares e contém mais de 2 milhões de árvores. Frequentemente também é encontrada nas montanhas. Está perfeitamente em casa, com a sua magnífica paisagem envolvente seca e pobre.

A árvore é um membro da família Sapotoaceae, que inclui a árvore da manteiga de Karité, e é particularmente resistente às condições secas e áridas desta região. Tolera temperaturas dos 3 aos 50ºC e cresce em latitudes até aos 1500m quando viradas a sul.
As suas raízes estendem-se sobre uma larga área e são muito profundas, conseguindo procurar água a mais de 30m debaixo do solo, o que lhe dá grandes hipóteses de sobrevivência em períodos de seca, que podem ir de meses a um ano.

A árvore pode chegar a ter ente 8 a 10m de altura e a sua forma é semelhante a uma oliveira. A sua vida é longa e não é incomum chegar aos 150 ou 200 anos. Algumas árvores com 250 anos têm sido recordadas.

As suas folhas são pequenas, verdes escuras e crescem em ramos espinhosos no seu final. São geralmente perenes, mas podem perder as folhas num período persistente de seca. A árvore dá um fruto pequeno, oval e amarelo esverdeado que se torna castanho quando maduro. O fruto contém uma concha muito dura na qual se encontram no interior de um a três núcleos como amêndoas. O período de amadurecimento é bastante longo e dura 2 anos. O tronco tem uma casca espectacular, referida como pele de cobra por ser muito áspera à superfície.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Blecaute deixa Brasil às escuras


Um apagão deixou boa parte do Brasil sem energia elétrica na última terça-feira. Pelo menos 865 municípios do país ficaram ás escuras. As causas do blecaute nacional até agora não foram descobertas. A desentendimento entre governo e o Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (INPE), mostra a fragilidade do sistema de energia do país.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a causa, com toda certeza, foi o mau tempo na região de uma das linhas de transmissão da Usina de Furnas, na divisa dos estados de São Paulo e Paraná. Itaipu também apóia essa tese e afirma que o problema não foi na usina, e sim nas torres de transmissão de Furnas. Já o INPE questiona a declaração do governo. A instituto alega que na hora do blecaute, nenhuma tempestade atingiu as linhas ou torres de transmissão de energia do país.

Enquanto a discussão e as buscas pelas causas do blecaute continuam, a contabilidade dos prejuízos também. Metalúrgicas, siderúrgicas, companhias da cadeia petroquímica, fabricantes de cerâmica e vidro estão entre as principais empresas afetadas pela queda do fornecimento de energia ocorrido ontem. O apagão durou até seis horas, dependendo da localização da empresa.
Foram afetadas principalmente as companhias em que o ciclo de produção é contínuo, como no caso da Suzano Papel e Celulose. De acordo com o presidente da companhia, Antonio Maciel Neto, o complexo instalado no município de Suzano (SP) teve a energia retomada apenas às 3 horas de hoje. "Quando ocorre uma queda brusca de energia é uma situação muito complicada", afirmou. As perdas da empresa ainda não foram dimensionadas. E a procura pelos Procons quase que triplicou. Só em São Paulo, capital, mais de 300 consultas relacionadas ao blecaute foram feitas em um só dia. Agora resta descobrir quem arca com os prejuízos.

Informação na palma das mãos


Já pensou ter o mundo na palma das mãos? Os dispositivos móveis de hoje oferecem essa possibilidade. O rádio e a TV migraram para a internet, e depois das maiores fontes de informação estarem interligadas, agora tudo pode estar dentro do seu celular. E mais, pode ser acessado de qualquer lugar do planeta.

Os SMS, torpedos que no início eram a diversão da garotada, agora também servem com instrumento de trabalho para os que optam pela agilidade do dia-a-dia. E um dos motivos para toda essa mudança, é a própria necessidade de ter todas as informações ao mesmo tempo, de qualidade e rapidamente.

Para isso, os celulares de hoje já captam sinais de TV. São os conhecidos VOD. E o Java Applets, é o programa que facilita esse processo de informação através do aparelhinho que há pouco tempo atrás só dizia Alô. Hoje, com ele, já se faz até compras no supermercado sem sair de casa.

Credibilidade X Liberdade


Uma pesquisa do instituto mineiro Vox Populi prova que a internet tem mais credibilidade que os outros meios de comunicação. Um dos motivos para levar à diante essa tese é a interatividade. Afirmação que também não é difícil de comprovar.

De uma forma mais democrática, a internet permite que todos se informem, que deixem informações e as critique. Talvez essa “democracia” seja um dos motivos para que a internet conquiste tanta credibilidade do público.

Mas isso não quer dizer que tudo o que está na internet seja verídico. Da mesma forma que o internauta tem liberdade para postar informações, ele também tem espaço para publicar o que não tem qualidade. Enfim, interatividade democrática não é sinônimo de confiabilidade.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Uma epidemia que gera outra...


O atendimento médico gratuito no Brasil nunca serviu como exemplo. A chegada de um novo vírus da gripe deixou mais claro a deficiência dos serviços de saúde e o despreparo para controlar uma pandemia como esta ou algo mais sério. Depois que o governo recolheu do mercado o Tamiflu, medicamento utilizado no tratamento da Nova Gripe, e credenciou hospitais para atender os casos suspeitos e laboratórios para realizarem o exame, o que aparentava um problema controlável, se tornou um retrato do que é hoje um país sem diretrizes.

Somente três laboratórios do país fazem o exame diagnóstico da Influenza A (H1N1): A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no rio de Janeiro, o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Paraná, e o Instituto Adolf Lutz, no estado de São Paulo. Há uma possibilidade de credenciamento de laboratórios estaduais, como em Minas Gerais, mas até agora, nada certo.O atendimento nos hospitais aumentou. A semelhança entre gripe comum e a Nova Gripe confunde a população e nas cidades do interior, a má informação e a falta de leitos hospitalares

O atendimento nos hospitais aumentou. A semelhança entre a gripe comum e a Nova Gripe confunde a população. A má informação e a falta de leitos hospitalares, em especial nas cidades do interior, aumentou a preocupação. E o que não se apresentou de início como algo tão grave, agora é mais que um risco a saúde, um erro de administração.

A cidade de Congonhal, no Sul de Minas, é um exemplo disso. Uma moradora de lá morreu com a Gripe Suína, o primeiro óbito pela doença na região. A cidade tem 50 mil habitantes e apenas um pronto atendimento. A vítima procurou por duas vezes o pronto socorro e, com todos os sintomas da Nova Gripe, foi orientada por enfermeiros a voltar para casa. Uma semana depois, ainda com os sintomas, procurou atendimento particular em Pouso Alegre, 20 quilômetros de Congonhal. Internada por uma semana em estado grave, a mulher de quarenta e quatro anos morreu no último dia 30 de julho. A doença foi confirmada quase um mês depois do óbito.

Os dois maiores hospitais da Varginha, também no Sul de Minas, são referência para os casos da Nova Gripe na região. São quatro leitos e a cidade tem pouco mais de 125 mil habitantes. São Lourenço, outra cidade da região, tem cerca de 42 mil moradores. O hospital da cidade reserva dois leitos para os casos graves da Nova Gripe. A diretoria do hospital toma cuidados para que os próprios funcionários não sejam os donos destes leitos. Da recepção aos serviços gerais, todos os funcionários utilizam máscaras para se prevenirem. O atendimento aumentou 30%, o número de visitas caiu. Antes, quatro pessoas ficavam cerca de 2 horas em visita aos pacientes. Hoje, somente um visitante entra no hospital e permanece apenas 15 minutos.

E esta história não se repete apenas no Sul de Minas. As grandes metrópoles também vivem esse problema. Nos primeiros polos de acolhimento para gripe, inaugurados nos hospitais Lourenço Jorge (Barra) e Souza Aguiar (Centro), no Rio de Janeiro, o tempo de espera por atendimento chega a 5 horas. Segundo o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, que foi com o prefeito, Eduardo Paes, ao Souza Aguiar, cerca de 30 pessoas estão internadas com gripe suína na cidade, algumas graves. Pacientes com sintomas mais intensos serão encaminhados às Emergências. Os polos evitam que pessoas com gripe tenham contato com pacientes com outras doenças. Por isso, ficam em áreas isoladas nos hospitais.

Agora a preocupação é com as comunidades indígenas. Segundo o Ministério da Saúde, os índios estão mais expostos ao novo vírus porque e imunidade deles é menor. Nas aldeias, o atendimento médico será melhor?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Do céu ao inferno



Sem sombra de dúvidas, Michael Joseph Jackson foi um ícone de gerações. Seu sucesso atingiu o céu e a sua carreira baixou ao inferno. O ‘rei do pop’ foi considerado o artista mais completo de todos os tempos. Cantor, compositor, instrumentista, bailarino, produtor, ator, publicitário, poeta, estilista e empresário, conquistou as platéias de todo o mundo. Como líder dos Jackson 5, Michael se tornou popstar e em quarenta e seis anos dedicados a arte, foi milionário, se expôs à criticas, enfrentou processos e terminou seus últimos dias em meio a turbulências financeiras.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Caxambu pode ser Patrimônio da Humanidade



"O patrimônio cultural de um povo é a sua identidade, faz manter viva a memória e mostrar a história da comunidade", declara o prefeito de Caxambu, no sul de Minas Gerais, Luis Carlos Pinto. A cidade quer se tornar Patrimônio da Humanidade e ser reconhecida como o maior complexo hidromineral do planeta.




Segundo a chefe do Departamento de Cultura de Caxambu, Mayara Marinho, grande parte da documentação já foi providenciada para que o município seja avaliado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Os deputados estaduais Chico Uejo e Dalmo Ribeiro também lutam na justiça pedindo o tombamento da Estância Hidromineral da cidade como Patrimônio Cultural do Estado.




Caxambu tem a mior concentração de águas carbogasosas do mundo e tem o turismo como base da economia. Todo mês, cerca de 12 mil pessoas passam pelo Parque das águas. A área tem mais de 200 mil metros quadrados e concentra os 12 tipos de água mineral existentes na região. A previsão para os próximos meses, segundo a prefeitura, é que 50 mil turistas passem pelo município. Um aumento de quase 40%.




Para Mayara Marinho, a inclusão da cidade nas listas de PatrimÔnio Nacional e da Humanidade vai trazer benefícios como mais investimento no turismo. Já para o prefeito Luiz Carlos Pinto, a iniciativa pode ser "uma importante aliada do desenvolvimento sustentado, da promoção do bem-estar e da cidadania".




Além do poder das águas, a cidade conta com a peculiaridade das construções arquitetônicas erguidas no século XIX, abrigando personalidades importantes que mudaram a história do Brasil como a Princesa Isabel, responsável pela assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no país em 1888.




Os documentos ainda estão sendo avaliados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Primeiro a região será tombada como patrimônio do estado. Uma audiência pública, autorizada no dia 16 de abril deste ano, vai debater o projeto. O encontro entre deputados e representantes do município ainda não tem data prevista para acontecer.




Se for reconhecida pela Unesco, Caxambu entra para a lista junto com a cidade histórica de Ouro Preto, o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo, e o centro histórico de Diamantina, já considerados Patrimônios da Humanidade em Minas Gerais




Algumas das Fontes mais conhecidas de Caxambu




Fonte Dom Pedro : A mais antiga e simbólica do Parque das Águas. O nome é uma homenagem ao Imperador D. Pedro II, representado também pela réplica da coroa imperial sobre o pilar da construção de mármore. A captação dessa fonte teria ocorrido em meados do século XIX e o atual pavilhão data de 1960. Dali brota a água rica em gás carbônico e bicabornato de sódio, capazes de estimular as funções digestivas e eliminar pertubações gastrointestinais.




Fonte Duque de Saxe: Conhecida também como fonte sulforosa devido a presença de enxofre, tem esse nome em homenagem ao marido D. Leopoldina (genro do imperador). Seu diferencial em relação às demais seria o ponto de inalação dos gás sulfídrico, que atua no aparelho respiratório desobstruindo as vias respiratórias.




Fonte D. Isabel e Conde D'Eu: Esta tem uma história peculiar: "Foi bebendo águas dessa fonte que, em 1868, a Princesa Isabel teria vencido as dificuldades que tinha para engravidar", diz a história. Em sinal de agradecimento e ao cumprimento de uma promessa, a princesa e o Conde D'Eu determinaram a construção, em Caxambu, da Igreja Santa Isabel, dedicada à rainha da Hungria.




Estas fontes férreas passaram a dividir o mesmo pavilhão em 1910.




Conheça outros Patrimônios da Humanidade Localizados no Brasil




  • Parque Nacional do Jaú - AM


  • Olinda - PE


  • São Miguel das Missões - RS


  • Salvador - BA


  • Parque Nacional do Iguaçú - PA


  • Brasília - GO


  • Parque Nacional da Serra da Capivara - PI


  • Centro Histórico de São Luís - MA


  • Pantanal Matogrossense - MT


  • Costa do Descobrimento - BA


  • Reserva Mata Atlântica - RJ


  • Reservas do Cerrado - MT


  • Centro Hiostórico de Goiás - GO


  • Ilhas Atlânticas - Oceano Atlântico



Veja um vídeo da cidade