sexta-feira, 8 de maio de 2009

Desafios da Internet

Fichamento do livro digital "Jornalismo 2.0 Como sobreviver e prosperar: Um guia de cultura digital na era da informação".
Autor: Mark Briggs

Síntese do primeiro capítulo:

No primeiro capítulo, Mark Briggs destaca o quanto é importante conhecer a fundo a base da internet, como siglas e expressões técnicas, utilizadas na informatica por profissinais. O autor destaca também a necessidade de profissionais da área jornalística compreenderem e utilizarem estes termos para prosperarem na profissão. "Pense em muitos conceitos difíceis que você teve de usar ao exercer a função de repórter, fotógrafo ou administrador. Tecnologia não é uma área muito complexa do que, por exemplo, a gerência de padrões de conhecimento econômico, a lei sobre transparência em decisões públicas¹ ou o cálculo dos pontos obtidos por um lançador, não baseados em erros do adversário, durante uma partida de basebol. Você é inteligente - você só tem de abrir sua mente para algo novo". (introdução: Prato do dia? Sopa de siglas, pag 16 - Cap. I).

Outra t´´ecnica, já bastante utilizada pelos profissionais e aventureiros da internet e comentada pelo autor do livro são os feeds. As vantagens em usar esta técnica podem ser grandes e agilizarem o trabalho jornalístico. "Se você já recebeu um e-mail do tipo 'News Alert' (alerta de notícia) do Google ou Yahoo quando tentou fazer alguma busca, você pode entender o volume de informações disponíveis na web e a necessidade de uma tecnologia avançada que o ajuste na sua busca". (parágrafo primeiro, Leitores e feeds² do RSS, pág. 20 - Cap. I).


Cápitulo II

Nesta parte do livro, os leitores conhecem as novas tecnologias e Web sites, como My space, Flickr, 0hmyNews, Wikipedia e Del.icio.us - que alteram a forma pela qual as pessoas consomem notícias e informação, bem como o significado desta mudança para os jornais.

A web 2.0 é mais uma das evoluções da internet. As empresas, por exemplo, que se utilizavam da internte para atingir o seu público alvo, foram desenvolbendo formas que facilitavam o caminho que a mesagem leva para chegar ao destinatário. Mas estas inovações não se limitaram somente às empresas que utilizam a internet como meio de se propagarem e as próprias emrpesas de tecnologia. A periferia também entrou em campo, e vem aos pouco revolucionando a internet, usando o veículo como principal fonte de informação e comunicação.

"Assim, o novo pensamento jornalítisco tem de começar pela periferia, onde a mudança acontece mais rapidamente entre os usuários da nova geração do que entre a geração mais madura. Os leitores potenciais de amanhã estão usando a Web de uma forma que dificilmente poderíamos imaginar e, se quisermos continuar tendo alguma influência sobre eles, precisamos aprender como interagir com eles. Apesar disso, as empresas jornalísticas têm sido muito lentas quando se trata de cobrir aquilo que está fora do que foi até hoje seu centro de interesse". (Cap. II, pág. 29 - Bem-vindo à Web 2.0, parágrafo terceiro).

http://knightcenter.utexas.edu/Jornalismo_20.pdf

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ameaça Tecnológica


Por Fábio Souza e Paulo Ribeiro


A informação está cada vez mais acessível e disponível, gratuitamente, na internet. A Google, maior responsável por essas mudanças, é a principal vilã desse processo de convergência digital. Tudo está na internet e pode ser acessado á qualquer hora. As empresas que cobravam por esse tipo de serviço, como exemplo a Associated Apress, estão cada vez menos fortes no mercado da comunicação.

Com essas mudanças, algumas organizações se associam a outras empresas - nem sempre são do mesmo ramo - como forma de salvar os negócios. Sendo assim, a informação acaba sendo prejudicada, ficando mais tendenciosa, menos imparcial. Pois o veículo de comunicação está associado a outras instituições e, tem por dever, defender os interesses institucionais.

Essa "crise" na comunicação preocupa alguns profissionais do setor, que chegam a afirmar que a partir do momento que o internauta tem acesso a qualquer tipo de informação a qualquer hora na internet, o jornalismo deixa de existir. Pois todos bancam o "Jornalista". São informações sem credibilidade. Mas mesmo assim, os jornais impressos defendem o seu nicho e, migram, aos poucos, para a internet. É o caso do Seattle Post-Intelligencer, citado no texto Jornais, Jornalismo, Profecias, escrito por Nilson Lage.

Mas os profissionais da comunicação defendem que os jornais impressos nunca deixarão de existir, pois sem pesquisas e entrevistas, não há jornalismo de qualidade. As informações postadas por pessoas que não tem experiência ou não conhecem o mundo da comunicação não têm capacidade para elaborar matérias bem escritas, chegar a fontes de confiança.

quarta-feira, 4 de março de 2009


Por Cleisson Oliveira, Fábio Souza e Jean Ferreira

A transposição das mídias impressas para as mídias on-line no Brasil surgiram em 1995, com a criação do primeiro jornal on-line do país, o jornal do Brasil (JB). A partir daí, com as inovações tecnológicas, os textos e sites foram se aperfeiçoando, tornando-se mais atrativos, chamando mais a atenção do público.

A primeira fase foi basicamente a cópia pura e simples dos textos do impresso para a internet. Mas a rapidez com que os fatos aconteciam, e ainda acontecem, tornaram as notícias velhas. Não havia uma constante atualização das reportagens, e o público não tinha outra opção para se informar. O Jornal do Brasil foi o primeiro veículo de comunicação a se adaptar, mas hoje, bem evoluído, o JB já se enquadra na terceira fase de transposição das mídias.
Clique aqui e veja um exmplo atual.

A segunda fase foi marcada pelo uso de alguns recursos mediáticos como hiperlinks e algumas atualizações de última hora. O recurso facilita o leitor ter acesso à casos semelhantes áos da matéria e se aprofundar no tema discutido, abragendo um leque de informações diversificadas. O
Jornal Sul de Minas, de Varginha é um dos exemplos de veículos ainda na segunda fase de transposição das mídias impressas para on-line.

A terceira fase teve início com o uso de recursos multimidiáticos, ou seja, incluindo além dos hiperlinks, vídeos e áudios ilustrando as reportagens. Assim, os jornais on-line se tornaram mais dinâmicos e atrativos, acompanhando os fatos no momento em que eles acontecem. Dessa maneira, o público tem acesso imediato á notícia, se informando mais rapidamente. Todos os grandes jornais, como
O Globo, Folha de São Paulo, Estado de Minas já se enquadram nesta fase.
Aos poucos, os veículos impresso vão se adaptando à internet.

Na terceira fase, o funcionamento de uma redação on-line se tornou mais rápido. Os profissinais devm ser ágeis, estar atentos a tudo o que acontece, pois é fundamental atualizar as informações. Os responsáveis pela produção de texto devem ter a capacidade de escrever um texto final sem que seja necessária a aprovação de um editor. Pois nem sempre o tempo é viável, esses profissionais vivem no dead line. O webwriting não é apenas escrever ou divulgar idéias pela web, é um conjunto de técnicas que ajudam na distribuição de conteúdo em ambientes digitais. Quem trabalha com webwriting não fica preso à escrita. Pelo contrário ele utiliza os diversos recursos e tecnologias que a rede oferece.

Webmaster é o profissional que sabe operar as tarefas entre um computador e a internet. O webmaster recebe do webdesigner os arquivos do site com o design pronto e já pré-configurados para ser colocado na Internet. Depois, insere algumas configurações como: incluir contador de acesso, registros em formulários e alguns outros registros de funcionamento.

A equipe do suporte técnico, na maioria das vezes, são pessoas especializadas em Ciência da Computação. Estes profissionais são responsáveis pela criação e manutenção de programas que facilitem o acesso ao site.

O Webdesigner é o profissional responsável pela roupagem do site. A montagem das páginas, que deve ser atrativas. Criação de artes e diagramação da notícia a ser publicada.

O editor chefe é responsável por avaliar e editar o texto produzido pelo webwriting. Tudo que for publicado no site é de responsabilidade do editor chefe ou jornalista responsável.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Brasil: um destino de excursões para a impunidade


Os filmes norte-americanos costumam citar o "Brazil" como rota rumo à impunidade. Até o incrível Hulk, o monstro verde dos gibis, usa a Rocinha no Rio de Janeiro como refúgio na sua película mais recente. Não é só na ficção que isso ocorre. Lembrem-se do britânico Ronald Biggs, preso na Inglaterra após o roubo a um trem postal em 1963 e que fugiu para cá em 1970. Aqui Biggs acabou tornando-se uma celebridade de certo modo.
Pois essa vocação mereceria maiores investimentos. Hoje o turismo está cada vez mais segmentado. Há opções para a terceira idade, para o público GLS, para deficientes etc. Então, por que não usamos a impunidade como alternativa turística? Isso pode parecer ofensivo à ordem legal. E é. Porém, a indústria voltada à exploração sexual também não é? Aliás, muito mais agressiva à moral e nem assim suficientemente combatida.
Nesse contexto, cabe avaliar como se desenvolveriam as excursões para a impunidade. Trata-se da adequação de um produto nacional ao imaginário dos estrangeiros, tal qual o carnaval, por exemplo. É amplamente praticado no país, não como recreação, mas como negócio. Ou seja, o esquema é profissional. Também é uma atividade que conta com uma forte inserção na mídia, que não a incentiva, mas a divulga, garantindo a lembrança da marca no mercado consumidor.
Imaginem as possibilidades. No pacote mais simples, o habeas corpus preventivo precisaria ser adquirido à parte, o que no completo seria um benefício incluso. Na exclusiva versão Dantas, para banqueiros multimilionários, o adquirente ainda levaria uma súmula vinculante como brinde. E cada grupo que chegasse ao país, além de um guia, ainda teria a assistência 24 horas de um advogado criminalista.
Para os curiosos, como alternativa às turnês pelas favelas, haveria a visita de algumas horas a um presídio só para vivenciarem o destino dos menos favorecidos. E para os que preferem esportes radicais, a melhor opção seria ir a um estádio de futebol, com direito a briga de torcida organizada, podendo depredar banheiros e disparar tiros a esmo.
Além disso, o momento é favorável para esse processo. Até o uso de algemas foi relaxado, impedindo que os nossos futuros hóspedes sejam submetidos a esse tipo de constrangimento. Talvez o único problema que o turismo da impunidade venha a enfrentar seja o superfaturamento, mas como o cliente também vai dar calote, que se adapte o ditado. Ladrão que rouba ladrão ao menos vai aproveitar o feriadão.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A balela do aquecimento global e os ecochatos


Ecochatice. É a moda agora ser ecochato. Mas, como prezo em meus escritos, não comecemos por criar uma nova palavra sem delimitarmos seu campo de abrangência de maneira adequada. Quando falo de ecochato não quero dizer precisamente um grupo de pessoas, mas qualquer discurso que venha de qualquer pessoa que, por uma falta latente de informação e bom senso, acaba por se adequar ao discurso difundido das mídias, que num uníssono retumbante terminam por fazer valer, à força, idéias tortas e torpes.
Ecochato é todo o discurso que desconsidera a realidade para considerar um ideal utópico que nunca esteve presente na Terra. Enfim, o discurso ecochato é aquele que ignora todo o processo de transformação, adaptação, renovação e regeneração natural do Cosmos. Assim esclarecido, vamos por partes. O primeiro grande problema é saber se o que fazemos, como atividade cultural - ou seja, praticamente tudo - afeta determinantemente o clima da Terra. Como mero analista de meias verdades que nos aparecem por tais ou quais meios só tenho uma coisa a fazer: colocar lado-a-lado os dois documentários que falam determinantemente sobre o tema.
De um lado temos o inconveniente "Uma verdade inconveniente", de Al Gore. Do outro temos "A farsa do aquecimento global", uma série de programas do Canal 4 inglês. Através desses dois documentários, os dois falsos e incompletos, como todo documentário de 2 horas produzido para afetar pessoas, podemos tirar uma linha comum, em que tanto em um quanto em outro os mesmos cientistas são usados para "fazer o ponto" para o lado que for. Assim, não devemos confiar em nenhum dos dois, mas os dois juntos podem nos dar pistas bem concretas sobre o problema do aquecimento global.
No documentário do Canal 4 temos um argumento forte que é apresentado como carro-chefe. Diz que o Sol é o causador mor das variações climáticas na Terra e suas maiores ou menores épocas de atividade estão correlacionadas com o aumento ou a diminuição da temperatura terrestre, e que o ser humano não tem quase nada a ver com isso. Agora temos que contrapor o documentário do Al Gore, que diz exatamente o contrário. Mas, se formos às fontes mesmas, podemos ver que todas as informações são inconclusivas.
Cito aqui uma declaração importante que pode ser vista nesse link: http://folk.uio.no/nathan/web/statement.html. "So therefore, and in spite of the fact that the solar cycle length seemed not to explain the most recent temperature increase after 1985, solar variations still do have direct effect on important climate parameters. How large this effect may be on the global temperature is currently being investigated, and is outside the scope of this comment. But there is no reason to neglect a contribution from man made greenhouse gases. The question is how much. Only increased understanding of the physical processes can give us the answer".
Pelo trecho acima podemos pensar que, assim como o Sol não é conclusivamente o único determinante da temperatura terrestre, ele tem uma boa dose de participação. E como bem colocado pela citação, não há razão para negligenciar a contribuição do efeito estufa produzido pelo homem, mas a questão que permanece em aberto é: quanto? Ou seja, enquanto os cientistas ainda procuram respostas para a pergunta, a ONU descaradamente diz que os estudos são conclusivos, o aquecimento global é produzido pelo homem e que devemos redefinir toda nossa produção e organização mundial em prol de reverter esses efeitos.
Agora o leitor atento poderá começar a pensar por si mesmo. Será que é válido redefinir todos os nossos meios de produção, todas as nossas organizações e nosso modo de vida por uma hipótese que está longe de ser demonstrada, e demonstrável? O que nos leva automaticamente a outra pergunta: será que sermos negligentes com uma hipótese pode ser classificado como descaso? Será que devemos pensar como se a hipótese estivesse determinantemente demonstrada?

Comprar ou não comprar, eis a questão


Ver e ouvir nosso querido presidente Lula convocar brasileiros às compras de Natal me faz refletir sobre duas questões. A primeira, puramente econômica. É consenso entre economistas que países desenvolvidos alcançaram seu atual estágio de riqueza às custas de muita poupança, que possibilitou um elevado nível de investimento em suas respectivas economias. Como o Brasil pretende se desenvolver sem poupar? Com a palavra nosso valoroso ministro Mantega.
Por outro lado, estamos em meio a uma das maiores crises econômicas da história moderna, com os sistemas econômicos e financeiros abalados globalmente. Um baixo nível de comércio tornaria a situação mais grave.
E na vertente ambiental? O que fazer? Também é consenso que nossos hábitos de consumo de matéria e de energia nos conduzirá em muito pouco tempo à ruína. A velocidade com a qual os quase sete bilhões de seres humanos consomem recursos minerais, recursos energéticos não renováveis e o capital natural é impossível de ser acompanhada por nosso planeta.
No caso dos recursos minerais e energéticos não renováveis, a conta é simples. É como um copo de água o qual já bebemos uma boa parte. Estamos alcançando a metade inferior. A água vai acabar, mais cedo ou mais tarde.
No caso dos recursos naturais, o problema é igualmente grave e urgente. A capacidade de carga do planeta, à montante, quando se trata da extração de recursos naturais, e à jusante, quando falamos dos sumidouros aquáticos, atmosféricos e do solo, não suporta nem o modo de vida e nem mesmo a quantidade de seres humanos presente em nosso mundo contemporâneo.
Então, o que fazer? Vamos às compras, lógico.
A mudança de que necessitamos, a grande transição para uma sociedade de sabedoria ambiental e de justiça social será árdua, diria talvez além de nossa compreensão, de nossa visão atual, viciada no culto à futilidade.
Parodiando Renato Russo, desde que nascemos fomos programados a sermos individualistas e a amar o bem conspícuo. Confundimos conforto, estado de bem estar, com a posse de bens que simbolizam poder e riqueza. O resultado é o hiper consumo do capital natural, material e energético a uma velocidade sem precedentes.
Aparentemente o preço deste modus operandi está na nossa cara. "Katrinas", "Catarinas", inundações em Itajaí, Veneza coberta pela água, Bangladesh sendo apagada do mapa, fome, miséria, perda de colheitas etc.
Infelizmente agimos como viciados em drogas: não conseguimos e não podemos parar. A economia pede mais compras, mais empregos, mais energia, mais ferro, mais cobre, mais..., muito mais capacidade da natureza em suportar os resíduos deste "super uso".
No fim, os economistas acreditam piamente que a tecnologia resolverá tudo. Encontrará magicamente a solução das duas crises: a econômica e a ambiental. Vamos conferir.
Enquanto isso, façamos o que o presidente "sabiamente" pediu: vamos às compras!

A verdadeira essência de um guarda-chuva


Os dias de chuva, que estão se tornando mais comuns que calça jeans, trazem ao nosso convívio um interessante, e óbvio, objeto: O guarda-chuva.

Particularmente, não gosto e não uso guarda-chuva (não acredito em sua funcionalidade), mas algumas peculiaridades do objeto e seus usuários me intrigam.

Os guarda-chuvas estão cada vez mais sofisticados. Podem ser xadrez, de marca, em forma de bichos, com rendas, automáticos, grandes, pequenos, com pára-raios, ar condicionado, vidro elétrico e direção hidráulica.

Mas a evolução não permitiu que os guarda-chuvas se livrassem das numerosas e perigosas pontas. De fato, mesmo não sendo engenheiro ou designer, consigo compreender que não haveria como abrir uma bola de tecido presa em um mastro se não houvesse aquelas divisões, que permitem que o guarda-chuva se dobre. Então, as pontas são males necessários.

Sendo assim, o porte de guarda-chuva deveria ser equiparado ao porte de armas ou, pelo menos, deveria ser exigido prévio exame psicotécnico aos seus usuários. Afinal, as pessoas andam, passeiam e até correm com seus guarda-chuvas pelas ruas cheias, sem a capacidade de calcular o aumento (na maioria dos casos) do raio ao carregar o objeto aberto.
Continuam passando entre espaços pequenos, esbarrando e submetendo os demais a uma literal "pontada" na cabeça ou nos olhos. Nem debaixo das marquises, abrigo que deveria ser constitucionalmente reconhecido como de uso exclusivo dos "desguarda-chuvados" em dia de chuva, é dada uma trégua.

Outra coisa: Ainda vai ser descoberto que os profissionais meteorológicos fazem bico de vendedores ambulantes em dias de chuva. De outra forma, de onde surgiria tanta oferta de guarda-chuvas, de todos os tipos e tamanhos, exatamente nos dias em que chove? Basta cair uma única gota que, olhando para o lado, se compra por R$ 10 o que há de mais moderno na indústria "guarda-chuvística".

E o pessoal compra mesmo! Isto porque guarda-chuva é um dos objetos preferidos dos duendes. No primeiro dia de sol após o temporal, eles levam o guarda-chuva embora, para nunca mais ser visto. É melhor acreditar nisso do que na existência de um imenso depósito clandestino, onde estão todos os guarda-chuvas, canetas bic e isqueiros roubados.